A paralisação foi realizada na terça-feira (24) por motoristas ligados à empresa Coordenadas. Pelo menos 22 linhas do transporte municipal foram afetadas, entre elas: 4106, 4102, 9415, 4103, 8107, 8150, 9204, 8401, 8501, 9501, 103, 102, 903 e 5104. Entre as reivindicações dos motoristas, destaca-se a redução da jornada de trabalho, a valorização da categoria e o cancelamento de multas consideradas indevidas e abusivas.

De acordo com o sindicato da categoria apontou a carga horária excessiva como a principal causa do conflito. Os motoristas também pleitearam o pagamento em dia do FGTS, melhores condições de trabalho, renovação da frota e aumento do vale-refeição.

Um balanço divulgado pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) indicou que, até às 14h, cinco linhas não haviam realizado nenhuma viagem. O movimento prosseguiu até a manhã de quarta-feira (25), quando a greve chegou ao fim.

O SetraBH informou que "as negociações avançaram e o atendimento começou a ser restabelecido em todas as linhas". O sindicato patronal ressalvou que “até que a frota seja coordenada e sincronizada com os horários, demora algum tempo”.

A Prefeitura de Belo Horizonte assegurou que as viagens não realizadas serão devidamente autuadas, conforme os termos contratuais, e que não será feito o pagamento da remuneração complementar às concessionárias, seguindo os critérios de qualidade e confiabilidade do sistema previstos na legislação municipal.

Os representantes das empresas e da categoria não relataram o conteúdo do acordo em relação às demandas dos trabalhadores.