Chilli Beans adota moeda chinesa e muda jornada de trabalho para 5×2
A Chilli Beans deixará de usar o dólar americano nas transações com fornecedores chineses e passará a operar em renminbi, moeda oficial da China (também designada de yuan). A decisão, anunciada pelo fundador e CEO, Caito Maia, no podcast “De Frente com CEO”, da revista Exame - num momento histórico marcado pelo tarifaço do governo Trump sobre exportações brasileiras -, é um sintoma da crescente relevância da economia chinesa para o Brasil, em contraste com o que ocorre em relação aos Estados Unidos..
Segundo Maia, a mudança já trouxe ganhos expressivos, especialmente na conversão cambial. Com a medida, a empresa busca fortalecer uma relação comercial mais direta e vantajosa com o mercado chinês.
Eliminar o dólar
O CEO afirmou que a intenção é eliminar de forma definitiva o uso do dólar nas transações, passando a realizar diretamente com a China todas as operações envolvendo moeda, compras e comércio.
Ele reforça que a mudança não é algo passageiro.“De forma alguma é uma ação pontual. Queremos manter essa prática de forma permanente. A ideia é que o uso do dólar nunca mais volte”, afirma.
A parceria com a China é de longa data, segundo Caito. “Há três décadas contamos com o apoio do mercado chinês: fomos levados até lá, apresentados às fábricas e mantemos os mesmos parceiros há 25 anos. É uma relação comercial extremamente saudável, ética e vantajosa para ambos os lados. A Chilli Beans chegou onde está porque a China acreditou em nós e nos ajudou a crescer”, informou.
Além disso, o empresário ainda anunciou a implementação da escala 5×2, cinco dias de trabalho e dois de descanso, para todos os funcionários da empresa. Ele afirmou que o modelo já vem apresentando bons resultados entre os trabalhadores, confirmando a teoria de que jornadas menores e mais humanas favorecem o crescimento da produtividade do trabalho e o engajamento na produção, reduzindo o estresse, as doenças ocupacionais e a abstinência.
Foto: Caito Maia ao anunciar a notícia - crédito: Ignacio Aronovich/Divulgação
Segundo Maia, embora a medida represente um custo maior, ela proporciona mais qualidade de vida, algo valorizado pela maioria dos funcionários, mesmo que isso implique salários menores.
