Defesa da soberania nacional, da democracia e do fim da escala 6x1 serão algumas das bandeiras agitadas no próximo domingo, 7 de Setembro, data que celebra o Dia da Independência do Brasil, que em 1822 deixou de ser uma colônia de Portugal e conquistou a soberania.
Hoje, a soberania nacional está sendo atacada e ameaçada pelos Estados Unidos sob a justificativa ou o pretexto de defender o ex-presidente Jair Bolsonaro, líder da extrema direita brasileira, que neste momento está sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal por liderar a malograda tentativa de golpe de Estado que culminou na invasão e vandalização das sedes dos Três Poderes em Brasília em 8 de janeiro de 2023 por bolsonaristas abrigados em acampamentos montados diante dos quartéis do Exércido.
Alegando que Bolsonaro é inocente, o presidente Donald Trump, que também esteve envolvido numa empreitada golpista contra o Capitólio em janeiro de 2021, impôs tarifas de 50% sobre exportaçõs brasileiras e sancionou o ministro Alexandre de Moraes e outros sete ministros do STF.
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL) agora está morando em Washington e para lá zarpou com o declarado propósito de instigar a Casa Branca a tomar medidas para prejudicar a economia brasileira, punir ministros do STF e parlamentares do Congresso Nacional que não colaborarem para livrar o pai da adeia.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do julgamento do golpe, qualificou de covarde e traiçoeira a atitude do deputado e defendeu a autonomia e independência do Poder Judiciário brasileiro, bem como a soberania nacional, que não pode coadunar com a intervenção de uma potência estrangeira em assuntos que são da exclusiva competência do Brasil e dos brasileiros.
A defesa da soberania naciona está assim na ordem do dia e não existe melhor data para reafirmá-la do que o dia 7 de Setembro.
Ao lado da soberania nacional, é essencial defender o Estado Democrático de Direito e isto, conforme alertou Moraes, requer a condenação e punição dos golpistas, pois a história mostra que a impunidade é um forte incentivo ao golpismo.
Fim da escala 6x1
Outra grande bandeira que será agitada nas manifestações convocadas pelas centrais sindicais e os movimentos sociais é o da redução da jornada de trabalho sem redução de salários, com o fim da escala 6x1 e a instituição da jornada semanal de 36 horas, avançando para uma escala 4x3, ou seja, quatro dias de trabalho e três de folga por semana, como já foi adotado com notável sucesso pela Islândia e, em menor escala, outros países europeus.
O fim da desumana escala 6x1 é ansiado por dezenas de milhões de trabalhadores e trabalhadoras brasileiras, que hoje estão sujeitos ao esgotamento, estresse e síndrome de burnout em decorrência das longas jornadas de trabalho que são constrangidos a realizar, agravadas pelo tempo muitas vezes doloroso gasto no transporte da residência para o local de trabalho e vice-versa.
Em tempo de Inteligência Artificial (IA), a redução da jornada é também necessária para minimizar o drama do desemprego e redistribuir de uma forma mais justa e humana o tempo de trabalho necessário para produzir as mercadorias necessárias para satisfazer as necessidades sociais, trabalhando-se menos para que todos trabalhem.
